PHS Automação: Uma empresa com foco na diversidade

Maria Ilisi Monteiro - Gerente de Operações e EHS

Localizada em São José dos Campos (SP), conta com 20 colaboradores e oferece serviços nas áreas de Automação Industrial, Projetos e Infraestrutura Elétrica, Projetos e Montagens de Painéis Elétricos, Adequação das normas de Segurança no Trabalho (NR 10 e NR 12), Qualificação de Equipamentos e Processos Industriais, Projetos de Máquinas, Equipamentos, Montagem e Manutenção Mecânica, Projetos e Consultoria em HVAC-R. Recentemente, a PHS Automação e Instalações Industriais foi indicada para o Prêmio The Rise to The Challenge Awards – 2021, etapa Brasil/América Latina. Empresa gerida por uma mulher, com certificação internacional da WEConnect, há mais de 10 anos no mercado de prestação de serviços.

Maria Ilisi Monteiro, Gerente de Operações e EHS da empresa PHS Automação e Instalações Industriais esclarece algumas questões sobre a importância da diversidade:

Até o ano de 2011 trabalhou nas proximidades de sua região, São José dos Campos e São Paulo, e, em novembro de 2013, com a saída de seu irmão da empresa, juntamente com seu esposo Paulo Henrique firmaram a sociedade, no entanto, definiu que continuaria no emprego, pois seu salário era importante para dar continuidade no empreendimento. “Eu fiquei muito dividida, pois tive momentos de eu estar no estado do São Paulo, Rio de Janeiro e em Pernambuco, e as tarefas da empresa, as atividade das meninas, e minha casa, continuavam. No ano de 2018 devido a problemas familiares, eu me comprometi a assumir a empresa e vieram as novas ideias e os novos compromissos”. Em 2020 a empresa PHS foi certificada como “Empresa de Mulher” através da WEConnect International, e nesse mesmo ano veio a pandemia. Tudo parou, os contratos que estavam em andamento foram postergados, houve queda na oferta de novos serviços e ainda tinha a questão de manter os funcionários com um trabalho e sãos.

Graças a sua visão empreendora, revisou os custos, negociou vencimentos e remodelou a gestão, assim em junho de 2020 foi voltando aos poucos, as despesas e receitas foram se organizando e o principal, nenhum funcionário foi demitido. Dentre as dificuldades que enfrenou as que mais lhe consumiram foram sempre as relacionadas a distância da família, o volume de responsabilidades, e o maior dos maiores, foi sempre ter de se impor como mulher empreendedora, pois escolheu atividades muito relacionadas as atividades masculinas. E segundo Maria Ilisi, acredita piamente que a mulher empreendedora tem obstáculos diferenciados sim, pois eu sou prova viva deles, em sua carreira teve muita discussão, muito preconceito, necessidade de provar que você sabe sim o que diz, muitas reuniões em que os homens não a deixavam nem se quer terminar uma frase, foram sucessivas vezes em que eu precisei levantar a voz, infelizmente.

A sobre carga relacionada as atividades diárias está presente em todos os níveis hierárquicos da vida das mulheres, eu não sou a única e nem nunca fui.

Estamos no século 21, e as pesquisas indicam que neste ano de 2021 haverá mais mulheres em cargos de liderança, a constatação é de que existe uma forte intenção por parte dos executivos em ampliar o número de mulheres na composição dos conselhos dessas companhias. No entanto, há uma preocupação, pois está evidenciado que esse aumento esteja diretamente ligado a aumentar outros índices de diversidade como raça, cor, etnia, orientação sexual, formação, idade religião, entre outros. Esse movimento pode ser considerado como respostas às manifestações por diversidade tão evidenciadas nos últimos anos. Embora ela considere esse processo importante e necessário, pois é uma maneira de garantir melhores condições de trabalho e, principalmente focar em um modelo de gestão mais diverso e inclusivo. No Brasil 34% dos cargos de liderança estão com as mulheres, esse número é até maior que a média mundial que está em 29%, mas assumir o cargo e não receber igual aos homens é uma outra luta.

No seu entendimento, mesmo que a desigualdade de gênero ainda persista a dominância masculina, conjectura-se que intuição, comunicação, organização, visão sistêmica, entre outros atributos, fazem a diferença na liderança de pessoas, e essas em geral são qualidades muito valorizadas no momento em que se caracteriza pela liderança feminina. Assim, mesmo que não considerem essas características como inatas, mas sim socialmente construídas, esses atributos podem ser vistos positivamente pelas empresas. De acordo com Silva, 2000, “as boas práticas contemporâneas de gestão organizacional recomendam confiança, abertura, diálogo, tolerância a erros e incentivo ao espírito empreendedor”.

O modelo gerencial da nova era exige que se mudem os antigos, já superados e tipicamente masculinos conceitos de competição e agressão, pelos de cooperação e relações de afetos, essenciais ao processo de humanização”.

www.phseng.com.br

@phsautomacaoeinstalacoes

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